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Em reunião com chefes dos Poderes, Lira cobrou Ernesto Araújo e disse que ‘Itamaraty precisa funcionar’

Na reunião do presidente Jair Bolsonaro com governadores e chefes dos Poderes no Palácio da Alvorada, partiu do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), uma cobrança enfática em relação à atuação do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. Segundo relatos feitos à Jovem Pan, Lira disse que o Itamaraty “precisa funcionar” e deve “deixar de lado a ideologia” para negociar com outros países o fornecimento de vacinas contra a Covid-19 ao Brasil. A insatisfação de Lira e seus aliados com a atuação de Ernesto Araújo tem aumentado nas últimas semanas, mas a relação de líderes do Congresso com o chanceler não é das melhores há tempos.

Ao final da reunião, em um breve pronunciamento, Lira defendeu a existência de “uma única orientação nacional, conduzida pelo Ministério da Saúde”. Temos que ter a união de todos para que nós consigamos comunicar melhor, despolitizar a pandemia. Para desarmar os espíritos e tratarmos o problema como um problema de todos nós. Um problema nacional, que nos compete enquanto representantes da população. Temos que falar uma linguagem só, com acompanhamento diário, com responsabilidade de informação e com a comunicação adequada de todos os dados, para que a nossa população tenha toda assistência com relação a todos os índices que já foram tratados”, escreveu em seu perfil no Twitter.

No início do ano, o governo do presidente Bolsonaro enfrentou dificuldades na importação de insumos, vindos da China e da Índia, necessários para a produção de vacinas. À época, porém, Araújo negou que o atraso tenha sido causado por questões políticas. “O Ministério da Saúde perdeu a credibilidade com Pazuello, mas o Itamaraty também está à deriva”, disse à Jovem Pan, no último final de semana, o deputado Fausto Pinato (PP-SP), presidente da Frente Parlamentar Brasil-China. No dia 14 de março, Pinato divulgou uma nota na qual afirma que “o povo brasileiro exige do governo federal a mudança imediata das relações bilaterais do Brasil com os Estados Unidos, com a China, Europa, Índia e Rússia, e troca imediata do chanceler brasileiro”.

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