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EUA apontam desrespeito do governo brasileiro à liberdade de expressão e citam violência a jornalistas

Texto cita episódio em que o presidente Jair Bolsonaro disse a jornalista que estava com vontade de ‘encher’ a boca dele ‘na porrada’. Departamento de Estado também vê com preocupação agressões e assassinato de profissionais da imprensa em 2020. O Departamento de Estado americano divulgou nesta terça-feira (30) relatório sobre os direitos humanos em 2020 que aponta desrespeito do governo brasileiro à liberdade de expressão — que é garantida pela Constituição.

“A Constituição e a lei preveem liberdade de expressão, mas o governo nem sempre respeita esse direito”, diz o documento.

Secretário de Estado dos EUA, Anthony Blinken, participa nesta terça-feira (30) de evento de divulgação dos relatórios sobre direitos humanos nos países

Mandel Ngan/Pool via Reuters

No documento sobre o Brasil, de 49 páginas, o governo dos Estados Unidos menciona que o presidente Jair Bolsonaro criticou verbalmente ou pelas redes sociais a imprensa por 53 vezes, número levantado pela organização Repórteres Sem Fronteiras.

Um momento citado pelo Departamento de Estado como assédio aos jornalistas se refere ao episódio, no ano passado, em que Bolsonaro xingou um repórter do jornal “O Globo” que questionou o presidente sobre depósitos feitos por Fabricio Queiroz à primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Na ocasião, Bolsonaro disse: “Minha vontade era de encher a sua boca de porrada”. Reveja no VÍDEO abaixo.

‘Minha vontade é encher tua boca na porrada’, diz Bolsonaro a jornalistas

O relatório critica, ainda, as agressões a jornalistas que cobrem a pandemia do coronavírus. “Vários jornalistas sofreram assédio verbal, incluindo quando pessoas sem máscaras gritaram em seus rostos no início da Covid-19”, diz o texto.

O Departamento de Estado também cita os casos de execuções e agressões físicas a repórteres no ano passado, incluindo o assassinato do jornalista Leonardo Pinheiro em maio, em Araruama.

A TV Globo entrou em contato com o Palácio do Planalto, que não se manifestou até a última atualização desta reportagem.

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