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Bolsonaro escala Onyx Lorenzoni para cuidar da CPI da Covid

O presidente Jair Bolsonaro definiu o papel de sua equipe na estratégia de negociações e enfrentamento da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid. A relação direta com os senadores da comissão será feita pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Onyx Lorenzoni.

A CPI da Covid foi criada para apurar ações e omissões do governo federal e eventuais desvios de verbas federais enviadas aos estados para o enfrentamento da pandemia. A Comissão foi instalada nesta terça-feira (27) no Senado Federal e nos primeiros dias de trabalho aprovou mais de 300 requerimentos, entre eles, convocações de testemunhas e pedidos de documentação de órgãos do governo.

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O ministro da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, ficou com o trabalho de levantamento de dados, confecção de relatórios e treinamento de ministros que forem convocados.

Já a ministra da Secretaria de Governo, Flávia Arruda, seguirá cuidando da articulação política, mas focada na agenda legislativa e no atendimento de pedidos de parlamentares da base aliada, na busca de mostrar que a pauta do governo não está paralisada no Congresso Nacional. No foco, as reformas tributária e administrativa.

Onyx Lorenzoni foi escolhido por ter experiência, como deputado federal, na participação em CPIs e ter atuado na eleição de Davi Alcolumbre para presidência do Senado Federal, tendo proximidade com alguns senadores. Pesa contra ele, porém, ter os canais obstruídos com alguns senadores emedebistas, principalmente Renan Calheiros, por tê-lo derrotado na disputa pelo comando do Senado.

A Casa Civil de Luiz Eduardo Ramos seguirá fazendo o trabalho de coordenar os ministérios para que eles levantem dados para municiar os senadores governistas na CPI da Covid. Nos últimos dias, a equipe de Ramos está treinando o ex-ministro Eduardo Pazuello, o depoimento considerado mais delicado para o Palácio do Planalto nesta semana.

Na divisão de tarefas, Flávia Arruda, que assumiu recentemente a articulação política do presidente Bolsonaro, seguirá com sua missão principal de fazer as negociações com a base aliada do Palácio do Planalto, focada na votação de projetos de interesses do governo no Legislativo.

O governo está preocupado em mostrar que sua agenda no Congresso não ficará paralisada com o funcionamento da CPI da Covid no Senado. Para isso, conta com o apoio do presidente da Câmara, Arthur Lira, a quem Flávia Arruda é ligada, para votação, por exemplo, das reformas tributária e administrativa.

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