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Bolsonaro não se manifesta sobre a trágica marca de 500 mil mortes pela Covid

A Casa Civil divulgou uma nota em que faz um balanço dos primeiros 900 dias do governo. Bolsonaro não se manifesta sobre a trágica marca de 500 mil mortes pela Covid

O presidente Jair Bolsonaro não se manifestou sobre a tragédia das 500 mil mortes. A Casa Civil divulgou uma nota em que faz um balanço dos primeiros 900 dias do governo.

A nota da Casa Civil tem o título “900 dias: nos trilhos na preservação de vidas e da retomada da economia”. O texto dá destaque para as ações de enfrentamento à Covid-19. As informações foram detalhadas na página oficial do governo.

A Casa Civil afirma que “mais de 110 milhões de doses de vacinas contra a doença já foram enviadas a todos os estados brasileiros, o que coloca o país em quarto lugar no ranking mundial de países que mais aplicam vacinas contra a Covid-19. Até o fim do ano, todos os brasileiros, que assim o desejarem, serão vacinados”

O ranking a que o governo considera o número total de vacinas aplicadas. Mas se for considerado o percentual da população já vacinada, o Brasil fica na posição 78 entre todos os países do mundo. O documento do governo não faz referência ao atraso na aquisição das vacinas, uma das principais linhas de investigação da CPI da Covid no Senado.

Na nota, a Casa Civil afirma que o governo federal coordenou ações para distribuição de insumos e medicamentos para os estados durante a pandemia. Diz que “por meio do plano Oxigênio Brasil, somente neste ano, foram distribuídos aproximadamente 500 mil metros cúbicos de oxigênio para estados e municípios. Além disso, foram autorizados mais de 24 mil leitos de UTIs e outros 3.900 de suporte ventilatório pulmonar. Foram distribuídas 3,6 milhões de unidades de medicamentos de intubação oro traqueal”.

O documento traz ainda outras ações em diferentes áreas do governo, sem relação com o combate à Covid, como a da infraestrutura, por exemplo. E destaca obras como a Ferrovia Norte-Sul, a concessão de aeroportos e o novo marco legal do saneamento sancionado no ano passado.

Horas antes de o Brasil atingir a marca de mais de 500 mil mortes por Covid, o ministro das Comunicações, Fábio Faria, disse em uma rede social: “Em breve vocês verão políticos, artistas e jornalistas ‘lamentando’ o número de 500 mil mortos. Nunca os verão comemorar os 86 milhões de doses aplicadas ou os 18 milhões de curados, porque o tom é sempre o do ‘quanto pior, melhor’. Infelizmente, eles torcem pelo vírus”.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga se solidarizou com as famílias e amigos das vítimas da Covid. Em uma rede social, ele disse: “500 mil vidas perdidas pela pandemia que afeta o nosso Brasil e todo o mundo. Trabalho incansavelmente para vacinar todos os brasileiros no menor tempo possível e mudar esse cenário que nos assola há mais de um ano. Presto minha solidariedade a cada pai, mãe, amigos e parentes que perderam seus entes queridos”.

Senadores aliados ao Palácio do Planalto que integram a CPI da Covid também se manifestaram em redes sociais.

Marcos Rogério, do Democratas, se solidarizou com as famílias das vítimas e disse que “não há palavras suficientes para lamentar essa terrível tragédia” e que enquanto parlamentar, segue trabalhando em busca de vacinas, oxigênio e insumos.

O senador Eduardo Girão, do Podemos, afirmou o país “está vivendo uma epidemia sem precedentes com meio milhão de vidas perdidas. Mais do que seguir as recomendações dos órgãos de saúde, como evitar aglomerações, usar máscaras ao sair de casa, lavar as mãos e usar o álcool em gel, devemos buscar ações efetivas contra esse vírus”.

O senador Marcos do Val, suplente na CPI, disse que “não há como ser indiferente quanto a este fato. Hoje, não se discute culpa, ação, omissão, de países, pessoas, líderes. O momento não é para palanque político. O que está sendo demarcado hoje é o luto, as perdas e o sofrimento de todos os brasileiros, independente de posição política, afinal estamos todos buscando a verdade, onde ela estiver”.

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