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EUA anunciam sanções a 34 empresas e entidades por elo com China, Rússia e Irã

Lista inclui empresas e entidades relacionadas à política da China contra a minoria muçulmana uigur e outras por facilitarem exportações para a Rússia e o Irã. O presidente dos EUA, Joe Biden (centro); o Secretário de Estado americano, Antony Blinken; e secretária de Comércio dos EUA, Gina Raimondo, participam da cúpula entre União Europeia e Estados Unidos em Bruxelas, na Bélgica, em 15 de junho de 2021

Kevin Lamarque/Reuters

Os Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira (9) a imposição de sanções a 34 empresas e entidades relacionadas à política da China com a minoria muçulmana uigur e também por facilitarem exportações para a Rússia e o Irã.

O grupo foi incluído na lista “por sua participação, ou risco de participação em atividades contrárias à política externa e aos interesses de segurança nacional dos Estados Unidos”, anunciou o Departamento de Comércio dos EUA em um comunicado.

14 empresas e entidades sancionadas têm sede na China e estão envolvidas na política contra uigures e outras minorias étnicas na região de Xinjiang, onde os EUA acusam os chineses de “continuar a cometer genocídio e crimes contra a humanidade” (veja mais abaixo).

5 por ajudar o Exército chinês a adquirir lasers e outras tecnologias para modernizar suas Forças Armadas.

8 por exportar tecnologia americana para o Irã.

7 por envolvimento com militares russos.

“Continuaremos a usar agressivamente os controles de exportação para responsabilizar governos, empresas e indivíduos que tentam acessar itens de origem americana para atividades subversivas em países como China, Irã e Rússia”, afirmou a secretária de Comércio, Gina Raimondo.

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Muçulmanos uigures

Instalação murada em Xinjiang, na China, onde o governo chinês é acusado de deter muçulmanos da etnia uigur pela religião

Aysha Khan/RNS via AP

Os EUA classificaram a China, no último dia do governo de Donald Trump, como autora de um genocídio contra a humanidade pela forma como reprime os muçulmanos uigures na região de Xinjiang.

Ao menos um milhão de uigures e pessoas que pertencem a outros grupos muçulmanos estão retidos em campos de “reeducação” no noroeste do país, segundo grupos de defesa dos direitos humanos, que acusam o governo chinês de impor trabalhos forçados e de esterilizar as mulheres.

A China diz que os complexos em Xinjiang são “centros de treinamento vocacional” para erradicar o extremismo e dar às pessoas novas habilidades”. Para diversos países, são campos de concentração (o que o país nega).

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